As alternativas metodológicas para a Educação Infantil podem ser divididas em dois grupos: crianças de 0 a 3 anos e crianças de 4 a 5 anos. Essas metodologias não podem ser adotadas simplesmente para que façam parte da prática cotidiana, mas em sua totalidade – sendo observados todos os critérios necessários à implantação das mesmas.
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Para as crianças de 0 a 3 anos é muito comum adotarmos as técnicas e os métodos utilizados com as crianças maiores, os quais são mais pensados e divulgados tendo em vista os estudos direcionados para a área. Mas isso não é adequado, pois as crianças – em diferentes estágios de desenvolvimento – requerem ações educativas diferenciadas, relacionadas com os estímulos necessários para cada faixa etária.
Não há que se falar em trabalho com crianças de 0 a 3 anos através de “centros de interesses”, “projetos” ou “oficinas” da forma como estes foram concebidos para crianças com mais idade.
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Com as crianças menores o professor também não pode criar a expectativa de realizar atividades dirigidas com todo o grupo ao mesmo tempo. Seria uma maneira grosseira de não respeitar o tempo e o perfil de cada um de seus alunos, além de condicioná-los a regras e comportamentos com os quais os mesmos ainda não estão acostumados.
Dessa forma, quando tratamos dos primeiros anos da Educação Infantil, a principal metodologia que deve ser adotada em sala de aula é potencializar os momentos de interação com a criança, criando oportunidades de aprendizagem.
Certamente que, com estas crianças, os cuidados com alimentação, higiene e outras necessidades básicas ocuparão a maior parte do tempo e, portanto, serão estas as horas propícias. Esses momentos e outros que ocorrem esporadicamente na sala de aula, em tempos não pré-determinados, num período de curta duração, são denominados “microintervenções”.
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É claro que essa proposta não exclui a possibilidade de realizar trabalhos em grupo, ou em pequenos grupos, trabalhos dirigidos. Mas mesmo nestas atividades será preciso que o profissional não crie expectativas sem levar em consideração o ritmo e o perfil de cada um de seus alunos.
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Tendo em vista a necessidade de ajustes durante a sua realização, há que se conceber uma programação flexível, o que não impede a organização formal do planejamento que deve, sim, ser escrito e sistematizado, incluindo principalmente as atividades de rotina “não negociáveis” (como a alimentação, o banho, o sono, etc).
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Já com relação à faixa etária de 4 a 5 anos, a atitude do educador parece possível de se dar de maneira mais sistematizada, mas isso não deve ser o objetivo principal da intervenção educativa. Deve-se trabalhar com assuntos de interesse das crianças e estar atento ao real interesse delas e não ao interesse manipulado pelos adultos de acordo com a conveniência do momento.
Os pequenos projetos são um recurso interessante para trabalho nessa faixa etária porque possibilitam o trabalho de um mesmo “tema” de diversos ângulos, trabalhando conceitos variados.
As oficinas – dentro ou fora da sala de aula – são uma oportunidade de interação com outros profissionais e espaços, com o objetivo de diversificar os métodos e os conteúdos, uma proposta também interessante para a Educação Infantil.
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Destacam-se como recursos metodológicos “cantinhos” propostos para a sala de aula. Esses cantinhos são espaços planejados e providos de recursos suficientes – não demasiados – para a interação com pequenos grupos e, em alguns casos, com a intervenção do adulto.
É importante ressaltar que o trabalho com os “cantinhos” na sala de aula não pode se dar de forma desconexa e servir como premiação após o cumprimento de uma atividade tida como mais importante.
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Obrigada!
Amei o artigo. Gostaria que fossem informadas as fontes teóricas que fundamentaram.
Excelente essas informações. Obrigada!